Dois pesquisadores e artistas conseguiram projetar previsões de imagens para os próximos anos. Confira as mudanças a seguir. O Mega Curioso publicou, recentemente, a divulgação de uma pesquisa que previa algumas alterações nas características físicas humanas com o passar de alguns anos, você lembra? Seguindo essa curiosidade acerca do futuro, o pesquisador e artista britânico Nickolay Lamm produziu uma série de imagens que pretendem ilustrar as mudanças na fisionomia do corpo humano nos próximos 20 mil, 60 mil e 100 mil anos, respectivamente. Lamm trabalhou em conjunto com Alan Kwan, PhD em Genômica Computacional, e os dois chegaram a algumas conclusões bastante interessantes que foram estudadas de acordo com algumas interferências tecnológicas em um futuro dominado por seres humanos capazes de controlar suas necessidades biológicas.
Como somos hoje e como seremos em 20 mil anos
Fonte da imagem: Reprodução/MyVoucherCodes Esses pesquisadores acreditam que nosso crânio será maior para poder acomodar um cérebro mais avantajado, o que os levou a deduzir que a cabeça será maior daqui a 20 mil anos, mas a aparência seria parecida com a de alguém de hoje, com uma testa um pouco mais ampla, como você pode perceber na imagem abaixo:
Depois desse período, o homem já terá acesso a meios de comunicação que terão substituído os óculos da Google há muito tempo. Estima-se que esse tipo de tecnologia vai existir por meio de uma espécie de lente informativa. Outro fator previsto para daqui a 60 mil anos é a povoação do espaço por grupos de humanos, que poderão inclusive conseguir chegar a outros sistemas solares. Será? Os humanos dessa época terão olhos maiores, pele mais pigmentada em resposta à maior quantidade de raios UV – esses olhos terão pálpebras mais grossas. Nessa época, espera-se que a tecnologia das lentes seja conectada a implantes ósseos instalados no ouvido, para facilitar as formas de comunicação e entretenimento.
Mas dentro de 100 mil anos o rosto humano vai estar fortemente inclinado aos futuros padrões de beleza que envolverão olhos ainda maiores e mais brilhantes, devido a uma necessidade de maior proteção contra os raios cósmicos. Os narizes serão mais retos e o padrão de rostos cada vez mais simétrico. E aí, o que você achou dessas projeções?
Já imaginou viver atualmente sem micro-ondas, Mario Bros e notebooks?
Você já se perguntou o que seria da vida no planeta caso alguns gênios nunca tivessem nascido? Foi essa a reflexão da equipe da Super, que percebeu que a história teria sido radicalmente diferente caso Albert Einstein não tivesse vindo ao mundo e, automaticamente, não tivesse mostrado que matéria e energia são como duas peças do mesmo quebra-cabeça, que podem se transformar uma na outra.
Como você já deve saber, o físico alemão foi o responsável por criar a Teoria da Relatividade, reformulando completamente os estudos da área. Ou seja, sem Albert Einstein, dificilmente saberíamos (ou demoraríamos muito mais para descobrir) alguns dos pontos mais importantes para estudos da Física.
Um dos maiores sonhos de Einstein era a unificação da teoria física, algo que começou a tomar forma com os trabalhos de pesquisadores modernos, como o astrofísico inglês Stephen Hawking. Isso possibilitou uma mudança gigantesca na ciência, que atualmente trabalha de forma integrada.
Um dos exemplos disso está na unificação da Mecânica Quântica com a Teoria da Relatividade, algo com que Einstein sonhava, mas que só surgiu nas ultimas décadas. Essa união trouxe para a humanidade inovações essenciais para o progresso, como supercondutores, o raio laser e a microeletrônica.
Além disso, a descoberta da bomba atômica se deve muito às teorias de Einstein, fato que culminou na Segunda Guerra Mundial e ainda impulsionou a Guerra Fria alguns anos mais tarde. É possível imaginar que, sem a bomba, o Japão poderia ter sido controlado pela União Soviética e não pelos Estados Unidos. Com isso, é muito provável que os avanços tecnológicos orientais das últimas décadas jamais teriam existido.
O artigo resume tudo em uma simples constatação: sem Einstein, não teríamos a Sony, a Honda, a Nintendo e, muito menos, os joguinhos do Mario. Muito além disso, o legado de Einstein também modificou a política, já que a tensão da Guerra Fria foi a responsável por tornar o mudo uma gigantesca arena política.
Se você se lembra bem das aulas de História, foi tudo isso que gerou a corrida espacial, situação que fez com que os Estados Unidos mandassem o homem à Lua. Além disso, a influência comunista na Ásia poderia ter sido determinante para uma dominação marxista em toda a Europa, e o muro de Berlim provavelmente não teria existido.
Voltando ao campo das pesquisas, as ideias de Einstein foram essenciais para transformações tecnológicas, já que as teorias anteriores a ele não davam conta de explicar mundos virtuais criados com base em equações matemáticas em áreas como a inteligência artificial.
Ou seja: dificilmente teríamos micro-ondas, notebooks, video games e diversas outras invenções, que só foram possíveis a partir de pesquisas, teorias e afirmações do físico alemão. O mundo com certeza seria muito diferente do que vemos hoje.
Esse tipo de condição permite que a paciente tenha uma supervisão das cores no mundo. Entenda aqui como isso acontece
Você consegue conceber a ideia de que há muitas cores na natureza que
você simplesmente não enxerga? Essas cores existem, mas a anatomia dos
olhos humanos não nos permite vê-las. Fisiologicamente falando, imagine
que os olhos têm, geralmente, três cones que capturam as imagens que
enxergamos e enviam ao nosso cérebro as informações correspondentes a
essas cores. Resumidamente, é assim que funciona. Esse grupo é conhecido
como tricromata, devido à presença dos três cones.
Quem é daltônico tem apenas 2 cones que funcionam perfeitamente e,
por isso, a percepção de cores de uma pessoa com daltonismo é menor do
que uma pessoa sem essa condição. Se antes tínhamos os tricromatas,
nesse caso a Ciência classifica o grupo como dicromata.
Há algum tempo, porém, cientistas descobriram uma mulher que tem
quatro cones e pode enxergar 99 milhões de cores a mais do que uma
pessoa tricromata, sendo, portanto, uma tetracromata. Estamos falando de
cores que não possuem nomes, já que não podem ser vistas pela maioria
das pessoas.
A pesquisadora Dr. Grabriele Jordan disse ter passado 20 anos à
procura de um tetracromata e encontrou sua primeira paciente há cerca de
dois anos. A mulher não teve o nome revelado, mas se sabe que é uma
médica inglesa e, apesar de ser a primeira tetracromata relatada
cientificamente, alguns médicos acreditam que há mais pessoas com essa
característica extremamente rara no mundo.
Dr. Gabriele explicou que durante suas pesquisas, chegou a encontrar
outras pessoas tetracromatas, mas que por algum motivo não tinham a
característica dessa multivisão de cores. Se você está se perguntando
como é o mundo de alguém que enxerga 99 milhões de cores a mais do que o
normal, saiba que isso é considerado impossível de se explicar
verbalmente. É como tentar explicar a um cego de nascença o que é um
mundo colorido.Continue Lendo »
Estudos apontam que a falta de libido pode ser o resultado do tédio e dos relacionamentos monogâmicos.
Se você leu o título acima e ficou se perguntando o que é que um
medicamento utilizado para tratar disfunções sexuais masculinas tem a
ver com as mulheres, saiba que a questão é muito mais complexa do que
isso. Existem inúmeras drogas em teste, desenvolvidas para solucionar
problemas relacionados com a libido feminina, mas o que os pesquisadores
vêm descobrindo é que o próprio cérebro delas pode guardar a fórmula
mágica para essa questão.
De acordo com um interessante artigo publicado pelo The New York Times,
conforme as mulheres vão envelhecendo, o desejo sexual vai diminuindo
muito mais rapidamente do que acontece com os homens, tanto que alguns
estudos sugerem que entre 10 e 15% das mulheres sofre de frigidez, o que
pode ser devastador para os relacionamentos.
Isso ocorre porque, biológica e culturalmente falando, as
mulheres deixam de sentir interesse pelo sexo uma vez que os seus
organismos não precisam mais se preparar para conceber filhos. Assim,
acabou se consolidando de que a ideia de que, ao contrário dos homens,
que estão programados para produzir “sementinhas” e semear a vida
enquanto seja possível, as mulheres nascem com um número determinada de
óvulos, e uma vez eles terminem, já era.
E já que estamos abordando o aspecto cultural da questão, não podemos
deixar de mencionar a noção de que as mulheres são criaturas que se
apegam aos seus parceiros e que tudo o que elas mais querem é passar o
resto de suas vidas com eles em uma relação monogâmica, — mais uma vez — ao contrário dos homens, que não foram programados para serem totalmente fiéis.
Contudo, vários pesquisadores argumentam que, apesar da relação entre
perda de desejo e envelhecimento ser encarada como um processo
biológico natural, estudos apontaram que, muitas vezes, o problema é
provocado pelo tédio. E mais: algumas pesquisas inclusive sugerem que as
mulheres, assim como os homens, não foram programadas para serem fiéis,
e que o sexo casual e relacionamentos não monogâmicos podem ser a
solução para a frigidez.
O problema é que mulheres heterossexuais são condicionadas a
acreditar que o segredo para a felicidade é encontrar um único parceiro
para toda a vida — independente de que o relacionamento seja bom ou não
—, e essa expectativa acaba por magoar a ambos, homens e mulheres. Além
disso, as mulheres são condicionadas a não terem controle sobre sua
sexualidade e a não explorá-la.
Então, seria o fim dos relacionamentos monogâmicos o novo Viagra
feminino? Não necessariamente, já que o que muitas mulheres ainda
preferem é ter um único parceiro. E é justamente por essa razão que,
embora inúmeros cientistas estejam trabalhando no desenvolvimento de
medicamentos mágicos que contornem o tédio e a falta de desejo feminino,
a resposta talvez esteja em uma mudança de paradigmas.
Existem medicamentos sendo testados atualmente — como o “Lybrido” —,
mas eles ainda não apresentaram índices de sucesso mensuráveis.
Entretanto, a questão parece estar muito mais relacionada com o
condicionamento psicológico do que com um problema biológico. Segundo os
cientistas, os homens recebem desde pequenos mensagens de que suas
masculinidades são definidas pelo sexo e pelo poder.
Além disso, os meninos também são encorajados a pensar em sexo o
tempo todo, o que acaba por fortalecer conexões neurais associadas ao
desejo. Já as mulheres, de forma geral, recebem mensagens diferentes e
não necessariamente positivas, que as levam a pensar menos sobre o sexo.
O efeito nelas, como você já deve ter deduzido, é o contrário,
resultando em conexões neurais muito mais fracas e menos consolidadas.
Portanto, embora o desenvolvimento de medicamentos seja importante e
muito útil — não há dúvidas sobre isso —, quanto mais robustas forem as
conexões neurais relacionadas com o desejo sexual, maior será a
probabilidade de que a libido não desapareça e que o interesse continue
presente mesmo com o passar do tempo.
Em outras palavras, mais do que pílulas mágicas ou novas drogas,
talvez uma nova forma de pensar sobre o sexo, sobre os relacionamentos e
sobre o que realmente faz cada um mais feliz seja a melhor terapia para
manter a libido em dia.
Confira algumas questões que poderiam ser esclarecidas se pudéssemos voltar ao passado.
O que não faltam neste mundo são mistérios ainda por explicar, como,
por exemplo, estruturas milenares sobre as quais muito se especula e
pouco se sabe, crimes que jamais foram solucionados e doenças mortais
estranhas. Assim, imagine só se algum dia alguém inventasse uma máquina
que nos permitisse voltar até determinados pontos da História!
Com uma engenhoca dessas, além de poder trazer para o futuro o
conhecimento dos antigos, também poderíamos desvendar mistérios que vêm
intrigando a humanidade há décadas — e até mesmo séculos. Pensando nessa
questão, o pessoal do site io9
publicou um interessante artigo no qual lista algumas questões que
jamais puderam ser explicadas claramente, as quais você pode conferir a
seguir:
Conhecida como “Doença do Suor”, esta terrível praga atingiu a Europa
— principalmente a Inglaterra — durante os séculos 15 e 16. As vítimas
apresentavam sintomas que começavam com uma terrível sensação de medo e
mau presságio. Após algumas horas, elas se tornavam febris e começavam a
transpirar profusamente e, depois de um ou dois dias, acabavam
morrendo.
Mais de três milhões de pessoas perderam suas vidas na época devido à
doença, e até hoje ninguém sabe ao certo o que é que provocava a
enfermidade nem como ela era transmitida. Especula-se que a Sudor anglicus
era provocada por algum tipo de hantavírus, e a nossa máquina do tempo
permitiria que cientistas voltassem no tempo para coletar amostras de
sangue dos infectados para poder explicar o que é que ocasionava esse
terrível mal.
Esse incrível códice já foi mencionado em uma de nossas matérias,
e, apesar de toda a tecnologia que temos disponível hoje em dia, pouco
se sabe sobre esse misterioso livro. Acredita-se que ele tenha cerca de
600 anos, e, quem quer que seja o autor, o escreveu em um código que
jamais foi decifrado. O volume conta com 240 páginas repletas de
ilustrações e textos e recebeu o nome “Voynich” devido ao livreiro que o
comprou em 1912 na Itália.
Apesar de especialistas em criptografia de todo o mundo não terem
conseguido quebrar o código do manuscrito ainda, análises atuais
mostraram que os padrões internos do texto mostram ter consistência, e a
datação por radiocarbono apontou que material que compõe o códice é do
século 15. A máquina fantástica permitiria enviar historiadores de volta
no tempo periodicamente para verificar os registros históricos e tentar
pegar o autor no pulo!
Todo mundo conhece Stonehenge, o famoso círculo de rochas localizado
na Inglaterra. Mas quem construiu esse misterioso monumento e para qual
finalidade ele servia exatamente? Hoje sabemos que Stonehenge foi criado
na Idade do Bronze, que conta com blocos que chegam a pesar 50
toneladas e a ter cinco metros de altura e que a estrutura é composta
por círculos concêntricos de três períodos diferentes, compreendidos
entre 3100 e 2075 a.C.
No entanto, se pudéssemos enviar arqueólogos e engenheiros através do
tempo, além de desvendar o mistério sobre como e por quem esse incrível
monumento foi construído, descobriríamos de uma vez por todas se ele
foi concebido para fins astronômicos, religiosos ou mágicos.
O Rongorongo é um sistema de hieróglifos encontrados em peças de
argila na Ilha de Páscoa. Os objetos foram descobertos no século 19 e
despertaram a curiosidade dos pesquisadores porque não existem
evidências de que a antiga população — os Rapa Nui — tivesse
desenvolvido qualquer tipo de linguagem escrita. Assim, ninguém sabe o
que os desenhos significam, nem mesmo se realmente se trata de algum
tipo de alfabeto.
O sistema de escrita atual é baseado no alfabeto latino, que foi
imposto pelos missionários e colonizadores que chegaram à Ilha de Páscoa
e alfabetizaram o povo de lá. Assim, para decifrar quais são as
mensagens misteriosas escritas nessas curiosas tábuas de argila,
poderíamos enviar linguistas ao passado para aprender o código
utilizado.
Embora este não possa ser considerado como mistério científico
propriamente dito, imagine só se pudéssemos enviar uma equipe de “CSI”
para investigar e até descobrir a identidade de um dos assassinos em
série mais famosos da História. Jack, o Estripador, aterrorizou o
distrito de Whitechapel, em Londres, no final do século 19, e tinha como
vítimas mulheres que se prostituíam para ganhar a vida.
Os suspeitos vão desde membros da realeza britânica até fugitivos
norte-americanos, e, mesmo depois de décadas de investigações, ninguém
sabe quem cometeu os assassinatos. É claro que nem sempre é possível
desvendar crimes — mesmo nos dias de hoje —, mas seria interessante
poder voltar no tempo e empregar toda a tecnologia de vigilância e
técnicas forenses das quais dispomos na atualidade, você não acha?
A um passo de se tornar Mestre em Física Quântica, Jacob Barnett é um dos possíveis futuros candidatos ao Prêmio Nobel.
O que você fazia aos 14 anos? Brigava com a sua mãe cada vez que ela
pedia para que você estudasse um pouco mais e dava sempre um jeitinho de
cabular aquela aula de Matemática? Bem, esse não é o caso do jovem
norte-americano Jacob Barnett, um adolescente de 14 anos que aos dois
foi diagnosticado com autismo e atualmente é considerado um gênio.
Jacob é tido como mais inteligente do que Einstein, já está
completando um mestrado em Física Quântica e, segundo a mãe, em
entrevista concedida à BBC,
nunca deixou de fazer coisas extraordinárias, ainda que os médicos
tenham dito que ele mal conseguiria ler, escrever e fazer tarefas
simples como amarrar o cadarço de seus sapatos.
Os médicos estavam certos em partes, pois o garoto teve mesmo muitas
dificuldades em seu desenvolvimento e demorou a falar. Aos quatro anos,
ele já fazia terapia e participava de programas especiais de
aprendizagem. A mãe do menino, Kristine Barnett, conta que Jacob fazia
coisas absurdas para a sua idade, como desenhar mapas no chão da sala e
falar quatro idiomas desde cedo.
Segundo Kristine, foi durante uma visita a um planetário, quando
Jacob tinha apenas quatro anos, que ela percebeu que seu filho tinha
mesmo uma inteligência fora do comum. Nessa ocasião, o menino respondeu
às perguntas que um professor havia feito à plateia a respeito de
tamanhos de planetas e luas do Sistema Solar.
O fato é que hoje Jacob é mesmo um gênio. Recentemente, ele teve
alguns de seus trabalhos em Astrofísica avaliados por um professor da
Universidade de Princeton, nos EUA. Desde então ele é considerado um
forte candidato ao Prêmio Nobel da Física.
Suas teorias a respeito de Astrofísica começaram a ser desenvolvidas
pelo supergênio quando ele tinha nove anos e essa história já virou
narrativa em um livro chamado “The Spark” – algo como “A Faísca”, em uma tradução livre – escrito pela própria mãe do menino.
Aos 11 anos, Jacob ingressou na universidade e pôde se dedicar aos
estudos mais aprofundados em Física Quântica, área na qual em breve, aos
14 anos, receberá o título de Mestre. Espertinho, não?
Conheça algumas toxinas mortais e seus devastadores efeitos sobre os seres humanos.
Os casos de intoxicação e envenenamento — sejam eles provocados
propositalmente, por acidente e até por atos de terrorismo — são mais
comuns do que você imagina. O pior é que algumas substâncias perigosas
são de acesso relativamente fácil, mesmo sendo capazes de provocar
efeitos devastadores sobre os seres humanos.
O pessoal do Discovery News
reuniu algumas das toxinas mais poderosas que existem por aí em uma
interessante lista, a qual você pode conferir — até mesmo para saber o
que evitar — a seguir:
Este composto sintético foi desenvolvido originalmente na década de
30 para ser empregado como pesticida, mas, devido à sua ação sobre o
sistema nervoso, passou a ser utilizado como arma em guerras químicas. O
sarin é inodoro, e a exposição a ele pode provocar diminuição da
frequência cardíaca, náuseas, cegueira, paralisia, convulsões e fortes
contrações musculares.
Seu índice de mortalidade é bastante alto, e os casos mais recentes
envolvendo essa substância ocorreram no Japão na década de 90, quando
ataques terroristas provocaram a morte de 20 pessoas, além de deixar
cerca de 1.600 feridos.
Muito usado no passado como veneno para matar ratos, a estricnina é
derivada de uma árvore nativa do sudoeste da Ásia e da Índia. Esta
toxina normalmente se apresenta na forma de um pó branco amargo, e pode
ser mortal quando ingerida, injetada ou inalada. Os sintomas provocados
pela intoxicação através dessa substância podem causar espasmos
musculares, falência respiratória e morte cerebral em um período de 30
minutos após a exposição.
Quem é que não se lembra das correspondências contaminadas por Antrax
que circularam nos EUA há alguns anos? Na época, diversas pessoas foram
infectadas pela bactéria — Bacillus anthracis —, e o ataque
resultou em 17 doentes e 5 mortos. Os esporos desse microrganismo se
propagam facilmente pelo ar, e o contágio ocorre principalmente através
da ingestão de alimentos contaminados, inalação e contato com
ferimentos.
Os sintomas da infecção dependem da forma de exposição, mas
normalmente se parecem aos provocados pela gripe comum. Contudo, o tipo
de contágio mais perigoso é através da inalação, que chega a ser fatal
em 90% dos casos.
Apesar de ser popularmente empregada em tratamentos estéticos, essa
substância é composta pela toxina botulínica, obtida a partir da
bactéria Clostridium botulinum. Embora a versão utilizada pelos
médicos sirva para amenizar rugas, tratar problemas musculares e até
algumas disfunções oculares, a ingestão de alimentos contaminados pode
ser fatal — e causar o botulismo —, podendo causar danos neurológicos,
levar à falência respiratória e à morte.
Apesar de o cogumelo da foto ter uma aparência inofensiva — e
inclusive seja parecido à versão comestível que compramos nos mercados
—, são necessários menos de 30 gramas dele para matar um ser humano. Os
venenos contidos nesses cogumelos, as amatoxinas, podem provocar graves
danos ao fígado e aos rins, além de levar ao coma e à falência múltipla
de órgãos.
O mercúrio, que tem como uma de suas formas a substância prateada
acima, pode ser encontrado no interior de termômetros, lâmpadas
fluorescentes, pilhas e até em alguns peixes. A substância pode ser
mortal se inalada ou ingerida — embora não provoque mal algum ao ser
tocada. Os principais sintomas da intoxicação por mercúrio envolvem
perda de memória, cegueira, danos graves aos pulmões e ao cérebro e
convulsões.
Presente nas sementes de mamona, a ricina é considerada uma das
toxinas de origem vegetal mais potentes do planeta. Essa substância é
capaz de penetrar nas células e se conectar aos ribossomos, evitando que
ocorra a síntese de proteínas e levando as células à morte. O
envenenamento acidental por ricina é extremamente raro, mas apenas 500
microgramas dela — seja em doses injetáveis ou inaláveis — podem
provocar a morte.
Conheça algumas tragédias que ficaram marcadas na história e mudaram a vida de milhares de pessoas.
O termo “desastre industrial” designa
qualquer acidente que tenha sido causado por companhias industriais,
independente da causa da tragédia ou do ramo de atuação da empresa.
Explosões, incêndios, vazamentos de resíduos tóxicos e ocorrência afins
são desastres industriais que infelizmente têm se tornado cada vez mais
comuns – enquanto alguns deles não podem ser considerado graves, outros
marcaram história pelo alto número de pessoas mortas, feridas ou
indiretamente prejudicadas. Conheça abaixo os sete incidentes famosos por suas características e/ou danos a curto e longo prazo.
1) Desastre de Bhopal
Considerado por muitos como o pior acidente industrial de todos os
tempos, o Desastre de Bhopal ganha este nome por ter acontecido na
cidade de Bhopal, na Índia. Na madrugada do dia 3 de dezembro de 1984,
cerca de 40 toneladas de gases tóxicos vazaram de uma fábrica de
pesticidas de origem norte-americana conhecida como Union Carbide;
estima-se que mais de 500 mil pessoas foram expostas ao isocianato de
metila, um composto altamente danoso para o corpo humano.
Os efeitos foram imediatos: muitos moradores das redondezas saíram de
suas casas já sentindo náuseas, vomitando sangue e tendo sérios
problemas de visão. Ao menos 3 mil pessoas morreram. Sabe qual é a pior
parte? Ainda existe em grande quantia de lixo tóxico nas redondezas da
fábrica abandonada, e a população de Bhopal ainda luta para tentar
conseguir alguma indenização do governo dos EUA.
Considera a maior plataforma petrolífera do mundo, a P-36 era operada
pela Petrobrás na Bacia de Campos, à 130km da costa do Rio de Janeiro.
No dia 15 de março de 2001, duas explosões nas colunas de sustentação
mataram 11 integrantes da equipe de emergência que estava a bordo, além
de fazer com que a estrutura tombasse 16 grau. Em poucas horas, a
plataforma já estava inteiramente submersa.
Felizmente, todo o resto da tripulação conseguiu ser salva – um total
de 164 trabalhadores. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo
(ANP), a causa do incidente foi a “não-conformidade quanto a
procedimentos operacionais, de manutenção e de projeto”.
Em 10 de julho de 1976, os habitantes da pacífica cidade de Seveso
(Itália) enfrentaram uma tragédia realmente difícil de superar. Uma das
fábricas da companhia ICMESA – que na época era famosa por sua produção
de pesticidas e fungicidas – teve dois de seus tanques afetados por
rompimentos inexplicáveis. Isto causou a liberação de vários quilogramas
de um composto conhecido como dioxina TCDD, que se espalhou por uma
vasta planície entre Milão e o lago de Como.
Embora o número de vítimas humanas tenha sido relativamente baixo em
relação à outros incidentes semelhantes (cerca de 193 pessoas ficaram
com sequelas de baixa gravidade), o Acidente de Seveso causou a morte de
3 mil animais e demandou o sacrifício de mais 7 mil, para evitar que o
composto tóxico entrasse na cadeia alimentar da população italiana.
Cientistas investigam locais afetados Fonte da imagem: Reprodução/CERCH
4) Desastre de Minamata
Embora seja comumente empregado em termômetros e outros produtos que
utilizamos no dia a dia, o mercúrio é uma substância bastante perigosa –
e o Desastre de Minamata é bom exemplo para provar isto.
Tudo começou em 1965, quando vários habitantes da pequena cidade de
Minamata, no Japão, deram entrada em hospitais com exatamente os mesmos
sintomas: convulsões gravíssimas, surtos de psicose, perda de
consciência e febre altíssima. Todos morreram. As investigações
apontaram que as vítimas tinham uma característica pitoresca em comum:
todos consumiam uma quantidade plausível de peixes pescados na baía de
Minamata.
Após mais investigações, foi constatado que uma fábrica local
utilizava compostos de mercúrio na produção de PVC e jogava seus
afluentes na baía da cidade afetada, contaminando peixes, moluscos e
aves das redondezas. Hoje, estima-se que a quantia de vítimas fatais do
incidente chegue à 900; se formos contabilizar os moradores que ficaram
com sequelas graves, este número certamente é muito maior.
Ah, o melaço. Docinho, saboroso, empregado em receitas de dar água na
boca e totalmente inofensivo, correto? Errado! Os habitantes de Boston,
nos Estados Unidos, têm uma razão bem convincente para temer este
composto. No dia 15 de janeiro de 1919, tanques de armazenamento da
fábrica Purity Distilling Company se romperam e espalhou uma quantia
incalculável de melaço pelas ruas da cidade em uma velocidade de
aproximadamente 56 km/h.
Ao menos 21 pessoas morreram e 150 ficaram feridas; vigas de
ferrovias foram completamente destruídas e construções foram
simplesmente demolidas pela força da onda. Vários pontos de Boston
ficaram com camadas de melaço que chegavam aos 90 cm de altura; o
desastre foi tão grande que entrou para o folclore local e até hoje
muitos afirma ser possível sentir o cheiro doce nos dias mais quentes.
Você provavelmente o conhece, mas é difícil não citá-lo nesta
matéria. O Acidente de Chernobyl é considerado a maior tragédia nuclear
da história, sendo impossível calcular o número total de vítimas (entre
as fatais e indiretamente atingidas, que sofreram deformidades e
sequelas desenvolvidas posteriormente).
Em 26 de abril de 1986, operários da Usina Nuclear de Chernobyl, na
Ucrânia (que até então fazia parte da União Soviética), surpreenderam-se
com falhas no sistema enquanto realizavam manutenções periódicas e
costumeiras. Uma explosão catastrófica no quarto reator da usina
resultou em incêndios, explosões e um derretimento nuclear, produzindo
uma nuvem de radioatividade que atingiu parte da Europa Oriental,
Escandinávia e Reino Unido. A área mais afetada foi a cidade de Pripyat,
da qual milhares de habitantes tiveram que ser evacuados às pressas.
Hoje, acredita-se que a tragédia tenha sido ocasionada por uma série
de falhas humanas e técnicas – a usina tinha alguns equipamentos de
segurança em mal funcionamento e foi constatado que os operários não
realizaram os procedimentos da forma correta. Uma enorme cobertura de
concreto conhecida como Sarcófago de Chernobyl foi erguida em torno do
quarto reator da usina para deter a liberação de mais conteúdo
radioativo.
Por sua vez, Pripyat continua sendo uma cidade fantasma, embora seja
possível agendar uma visita guiada com a devida autorização do governo
ucraniano.
7) Explosão da Deepwater Horizon
Sendo o evento mais recente da nossa lista, o incidente de Deepwater
Horizon chama a atenção pelas consequências ao meio-ambiente. O evento
ocorreu em 20 de abril de 2010, no Golfo do México, Estados Unidos. A
plataforma petrolífera Deepwater Horizon sofreu uma enorme explosão em
uma das suas torres de sustentação, matando 11 pessoas e ferindo 17. A
estrutura afundou completamente dois dias depois, derramando ao menos 5
milhões de barris de petróleo no mar.
A British Petrolium – responsável pela
operação da plataforma – só conseguiu conter o vazamento três meses
depois. Os danos ao ecossistema do Golfo do México – onde vivem
golfinhos, tartarugas, baleias, pelicanos e uma infinidade de outras
espécies marinhas – ainda são incalculáveis. Continue Lendo »